Imprimir

Cuidado com a árvore!

Escrito por Bosco Carvalho em . Categoria Blog: Bosco Carvalho

AddThis Social Bookmark Button

c_80_0_16777215_00___images_stories_bosco06_-_quadrado.jpegDois carros parados de cada lado da rua aqui diante da redação da Revista ecoLÓGICA, o meu e o de minha filha Ananda, não impediriam o trânsito...

Era o que eu pensava, quando vi o caminhão da coleta do lixo, parado à direita da entrada da garagem. De minha escrivaninha, através da janela, pude perceber que eu deveria ir lá fora ver o que acontecia.

Todos nós conhecemos os caminhões da coleta pelo ruído característico. Muito barulhentos, por sinal. O que me leva a crer, que no final de um dia, sob sol ou chuva, ou os ouvidos dos coletores já se acostumaram com o ruído, ou eles até sofrem pesadelos, em função de um som mais penetrante que o chorume de nossos resíduos úmidos.

Olhei para o caminhão parado e como estava com as chaves de meu carro no bolso, apressei-me em movê-lo para que o caminhão pudesse passar. Mas ao descer do carro, o motorista e o colega coletor, apontaram para o outro carro e pediram que fosse também retirado. Estava estacionado ao lado da ilha, do lado oposto de uma árvore já crescida, que plantei diante da casa, o que obrigaria o caminhão a passar sob a árvore. Explicaram-me com um grande sorriso, que não queriam danificar a árvore. Eu pensei: 'Poxa parece que as coisas estão mesmo mudando!', afinal, enquanto tantas queimadas, desmatamento e destruição acontecem, existem pessoas que estão mesmo sensibilizadas e respeitam a natureza.

Que o exemplo do motorista e do ajudante, funcionários da Comurg, seja seguido por mais pessoas, pois evitar que as árvores sejam danificadas, é algo que independe do trabalho que se faz. E se até eles, já cansados, no final de um longo e exaustivo dia de trabalho podem ser tão atenciosos e gentis, creio que muitos de nós que não trabalhamos de uma forma tão física como eles, poderíamos fazer muito mais pela proteção do ambiente que nos cerca.

A árvore em questão é uma Schinus molle, também conhecida entre outros nomes populares como Aroeira Salsa, plantei aqui, diante da casa, um pouco depois de tê-la alugado. Aprendi que não é um 'Salgueiro' ou 'chorona', através do Walter Cardoso, ex-Secretário de Meio Ambiente de Goiânia, que me auxiliou a diferenciá-las.

Comentários   

 
WILSA
0 #1 WILSA 12-08-2012 21:26
Aprender é um exercício diário! Me sinto muito feliz ao saber que ainda temos esperança de que o comportamento humano possa mudar... Você, eu e nossos amigos, funcionários da Comurg fazemos parte desse processo de aprendizado e mudança!!!! Obrigada por compartilhar sua experiencia e me permitir mais um aprendizado.
Citar | Reportar ao administrador
 

Adicionar comentário

Use uma linguagem sadia, correta e afirmativa. Evite xingamentos ou agressões pessoais desnecessárias e improdutivas.
Os comentários às matérias e artigos aqui publicados não são de responsabilidade da Revista ecoLÓGICA, nem refletem a opinião da revista. Todos são moderados e os repetidos são deletados.
O endereço de IP de quem comenta fica registrado permanentemente em nosso servidor.
Muito obrigado por enriquecer nossas publicações com sua opinião.


cc-by-nc-sa-100x35O conteúdo da Revista ecoLÓGICA pode ser copiado, remixado, distribuído e transmitido, desde que seja dado crédito ao autor, à Revista ecoLÓGICA e, se for o caso, à fonte primária da informação, segundo a licença Creative Commons (CC BY-NC-SA 3.0 BR).