Cuidado com a árvore!
Dois carros parados de cada lado da rua aqui diante da redação da Revista ecoLÓGICA, o meu e o de minha filha Ananda, não impediriam o trânsito...
Era o que eu pensava, quando vi o caminhão da coleta do lixo, parado à direita da entrada da garagem. De minha escrivaninha, através da janela, pude perceber que eu deveria ir lá fora ver o que acontecia.
Todos nós conhecemos os caminhões da coleta pelo ruído característico. Muito barulhentos, por sinal. O que me leva a crer, que no final de um dia, sob sol ou chuva, ou os ouvidos dos coletores já se acostumaram com o ruído, ou eles até sofrem pesadelos, em função de um som mais penetrante que o chorume de nossos resíduos úmidos.
Olhei para o caminhão parado e como estava com as chaves de meu carro no bolso, apressei-me em movê-lo para que o caminhão pudesse passar. Mas ao descer do carro, o motorista e o colega coletor, apontaram para o outro carro e pediram que fosse também retirado. Estava estacionado ao lado da ilha, do lado oposto de uma árvore já crescida, que plantei diante da casa, o que obrigaria o caminhão a passar sob a árvore. Explicaram-me com um grande sorriso, que não queriam danificar a árvore. Eu pensei: 'Poxa parece que as coisas estão mesmo mudando!', afinal, enquanto tantas queimadas, desmatamento e destruição acontecem, existem pessoas que estão mesmo sensibilizadas e respeitam a natureza.
Que o exemplo do motorista e do ajudante, funcionários da Comurg, seja seguido por mais pessoas, pois evitar que as árvores sejam danificadas, é algo que independe do trabalho que se faz. E se até eles, já cansados, no final de um longo e exaustivo dia de trabalho podem ser tão atenciosos e gentis, creio que muitos de nós que não trabalhamos de uma forma tão física como eles, poderíamos fazer muito mais pela proteção do ambiente que nos cerca.
A árvore em questão é uma Schinus molle, também conhecida entre outros nomes populares como Aroeira Salsa, plantei aqui, diante da casa, um pouco depois de tê-la alugado. Aprendi que não é um 'Salgueiro' ou 'chorona', através do Walter Cardoso, ex-Secretário de Meio Ambiente de Goiânia, que me auxiliou a diferenciá-las.
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