Goiânia mapeia erosões
Goiânia é referência nacional em gestão ambiental. Além da agenda verde que conseguiu implementar, com a quantidade de parques e eventos que privilegiam a educação ambiental, a Capital conta com um trabalho de controle, fiscalização e monitoramento ambientais. Recentemente teve início o Diagnóstico das Erosões, realizado pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). Dos 63 processos erosivos cadastrados em áreas públicas e privadas da capital, as seis maiores - com mais riscos ambientais e para a população - já têm planos de contenção concluídos. A recuperação já teve início.
Ações de revegetação das áreas e obras físicas (como os muros de arrimo, por exemplo), foram adotadas para a recuperação. Para conter os danos a Amma reaproveita resíduos sólidos da construção civil como tijolos, blocos de concreto, cimento e telhas.
A importância do trabalho de recuperação deve-se, principalmente, ao fato de que dos 63 processos erosivos cadastrados, 55,6% (35) são voçorocas - erosões que já atingiram o lençol freático e podem gerar maiores danos ao meio ambiente e mais riscos à população. As ravinas, erosões em estágio menos avançado, representam 44,4% (28) dos processos erosivos detectados. Conforme o levantamento da Amma, a maior parte das erosões (9) concentram-se nas proximidades do Córrego Baliza, na Região Sudoeste da Capital. As causas dos processos erosivos mais frequentes são o desmatamento, a concentração de escoamento de água pluvial, a composição do solo e os problemas de drenagem urbana.
Para combater os processos erosivos em Goiânia, a Amma utiliza o cadastramento das erosões e o Diagnóstico Ambiental das Micro-Bacias Hidrográficas da capital.
Por meio deste diagnóstico das micro-bacias, é possível identificar, georreferenciar e quantificar os pontos de degradação ambiental (impactos) existentes nos cursos d’água do município de Goiânia. Isto possibilita a elaboração de projetos específicos de recuperação para cada impacto identificado. Estão em andamento 12 diagnósticos ambientais de bacias hidrográficas que apresentam características físicas ambientais variadas, além de uso do solo diferenciado (algumas inseridas em um ambiente altamente urbanizado. Os córregos analisados são Botafogo, Cavalo Morto (Macrozona Rural do Alto Anicuns), Taquaral, Palmito, Macambira, Cascavel, Baliza, Capim Puba e Barreiro.




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