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Fair Trade - Todos ganham: até o meio ambiente

Escrito por Izabela de Carvalho em .

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A prática do comércio justo é uma realidade no Brasil. Desde 2002, a empresa equitável Gebana, sediada em Zurique, Suíça, trabalha com 350 famílias de Capanema, no Paraná. Os suíços dão consultoria aos agricultores e apoio na produção da soja orgânica e sem causar danos ao meio-ambiente. Com empresa registrada no Brasil, procuram fortalecer a agricultura familiar.

O resultado é a melhoria da qualidade de vida da comunidade local. O projeto foi premiado por produzir combustível sem causar danos ao meio-ambiente.Carroça de boi

 

Os produtores rurais que se dedicam à produção dos orgânicos para atender à  Gebana, demonstram consciência de que a cultura é mais valorizada por preservar o meio ambiente. Mas também pelo fortalecimento da agricul-tura familiar, preservação, consciência ecológica. Produtor com afinidade para trabalhar com agricultura orgânica. O foco principal é a saúde, melhores condições para as famílias, a proteção do meio ambiente e a agregação de valor.

A produtividade é a mesma, mas sem os danos da cultura tradicional. Com uso de adubos verdes e orgânicos, seguem os mesmos princípios do sis-tema de comércio convencional. Todos os insumos utilizados pela empresa possuem certificação. A certificadora pede para o produtor que obedeça as diretrizes do EU/USA (24 meses e 36 USA). Em pasto sem uso de pesticidas, o período de carência é reduzido.

O controle de quali-dade da matéria-prima produzida é feito in loco, por técnicos que trabalham com 60 produtores. São os “olheiros” da certificadora. Eles observam e reportam ao controle interno. O mais importante, na agricultura orgânica é a consciência do agricultor. De nada adianta ter-se uma área não contaminada, se o agricultor pode mudar de idéia no ano seguinte e passar a produzir convencionalmente.

O projeto de agricultura familiar da Gebana foi implantado numa área de aproximadamente 2.300 ha, na região sudoeste do Brasil. A escolha se deve à proximidade do Parque Nacional do Iguaçu, área de preservação ambiental.

A empresa está interessada em expandir para outras regiões em SP, MS, SC, RS. Em Goiás, a Jalles Ma-chado, de Goianésia e a Goiasa, em Goiatuba também são fornecedores de produtos orgânicos para a Gebana.

De acordo com a Gebana, os riscos de incidência da ferrugem asiática, nos últimos três anos diminuíram por causa da redução das chuvas. Por outro lado, são utilizadas algumas espécies precoces, o que reduz a incidência do surgimento dos fungos da doença nas lavouras locais.

A ONG Aliança Sul é apoiadora do projeto de Capanema. Rosmarie Bar, porta-voz da organização, em entre vista publicada no www.swissinfo.ch, alerta que o“boom” de biocombustíveis traz graves problemas ecológicos em alguns países. Na sua opinião, porém, o projeto criado pela Gebana evita este tupo de situação.

Rosmarie salienta que existe uma avaliação muito positiva do projeto, em razão dele mostrar que existe um caminho alternativo à produção global de biocombustíveis com conseqüências sociais e ecológicas graves.

A Gebana espera agora expandir o projeto para fazendeiros do Burkina Faso. O país africano, conta com uma comunidade agrícola de cinco mil famílias. A produção de biodiesel é através da flora local.

O projeto também já foi premiado pela Secretaria Federal de Economia (Seco, na sigla em alemão). Um estudo realizado pelo órgão concluiu que o biodiesel brasileiro, incluído também sua manufatura, produz 70% menos emissões nocivas do que o diesel con-vencional, pela ausência do enxofre.

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