Pneus usados revestem aterro de Palmas
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Aproximadamente 20 toneladas de pneus usados, que estavam depositados no pátio do Centro de Controle e Zoonoses, foram usados no aterro
O destino de pneus usados é um problema para a administração pública nas cidades brasileiras. Criado em 2001, o Aterro Sanitário de Palmas se tornou referência nacional justamente por aproveitar esse material. O projeto é um dos poucos da região Norte que atende totalmente às especificações ambientais, construído com o que há de mais moderno nesse tipo de tecnologia.
Em Palmas, Tocantins, Região Norte do país, a fixação de pneus usados recolhidos, na proteção da manta geomembrana, utilizada no aterro, tem durabilidade de 100 anos antes de começar a se decompor, evitando assim a contaminação do solo pelo chorume (líquido gerado pela decomposição do lixo domiciliar), considerado 100 vezes mais contagioso que o esgoto doméstico.
Ao contrário do que acontece em muitas cidades do país, o lixo recolhido em Palmas não é jogado a céu aberto, o que caracterizaria um “lixão”. No Aterro Sanitário da Capital, o lixo é separado e classificado em doméstico, hospitalar e de construção, recebendo todo o tratamento exigido pelas normas de saúde ambiental. Engenheiro e lixólogo, João Marques aponta que “as vantagens para a uso são muitas”, além de retirar da Natureza um material que pode levar até 400 anos para se decompor. Outro ponto evidenciado por Marques é que os “pneus são possíveis criadouros para o Aedes aegypti”, mosquito proliferador da dengue e que seu uso no aterro dá fim a esse problema.
A área do Aterro de Palmas é de 30 mil m². Para a expansão em 7.2 m², cerca de 23,53%, foram reutilizados 6.500 pneus. Em Salvador, Bahia, o resultado é positivo, no aterro, comenta o lixólogo. O material também já é aplicado em erosões e na contenção de taludes de pontes e rodovias nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.




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