Imprimir

Café de tucumã desperta curiosidade em mostra de ciência da SBPC

Escrito por Clipping em . Categoria Pesquisa e Inovação

AddThis Social Bookmark Button

AgenciaBrasil240712 ANT7092Produzido com a amêndoa do fruto do tucumã, o café da Amazônia faz sucesso na ExpoT&C, mostra de ciência, tecnologia e inovação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Segundo a professora de química Alessandra Lopes Guimarães, a descoberta do café ocorreu por acaso, na busca de potencialidades do fruto bastante conhecido na Amazônia Legal.

“Junto com meus alunos do ensino médio, ao pesquisar o fruto, começamos a sentir um cheiro muito forte, semelhante ao do café. Depois de algumas análises, chegamos ao produto”, contou a professora à Agência Brasil.

O pó de café de tucumã tem o mesmo aspecto e odor do tradicional, “com o benefício de ser descafeínado”, relatou a professora. Além dele, a amêndoa do fruto produz óleo, manteiga e azeite. O tucumã é ingrediente de várias receitas amazonenses. Com a polpa é possível fazer sorvete, iogurte, bolo e o X-Caboclinho, sanduíche regional com presunto, queijo coalho e o fruto. “É o preferido da região”, disse ela.

O fruto do tucumanzeiro, palmeira espinhosa que chega a alcançar 15 metros de altura, é colhido ao cair, quando maduro. A casca também é aproveitada para produção de adubo, e o caroço serve para artesanato. “Nós que vivemos em comunidades rurais e ribeirinhas temos dificuldades de ir até a cidade, muitas vezes por falta de acessibilidade. Para compensar, aproveitamos ao máximo todas as possibilidades que a mata tem a nos oferecer. Então, com esse fruto, que nasce dentro da mata bruta, extraímos o máximo de possibilidades. Ela não deixa nos faltar nada”, ressaltou.

De acordo com Alessandra Lopes, o café de tucumã está em fase experimental e ainda não é produzido comercialmente.

A ExpoT&C reúne centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e entidades governamentais. A mostra termina amanhã (27).

Fonte: Agência Brasil/Heloisa Cristaldo, Enviada Especial - Edição: Juliana Andrade

Adicionar comentário

Use uma linguagem sadia, correta e afirmativa. Evite xingamentos ou agressões pessoais desnecessárias e improdutivas.
Os comentários às matérias e artigos aqui publicados não são de responsabilidade da Revista ecoLÓGICA, nem refletem a opinião da revista. Todos são moderados e os repetidos são deletados.
O endereço de IP de quem comenta fica registrado permanentemente em nosso servidor.
Muito obrigado por enriquecer nossas publicações com sua opinião.


cc-by-nc-sa-100x35O conteúdo da Revista ecoLÓGICA pode ser copiado, remixado, distribuído e transmitido, desde que seja dado crédito ao autor, à Revista ecoLÓGICA e, se for o caso, à fonte primária da informação, segundo a licença Creative Commons (CC BY-NC-SA 3.0 BR).